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Psicanálise & Educação

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domingo, 1 de agosto de 2010

Montgomery clift trumpet



Apesar de triste muito belo -  "O toque do silencio".

Freud Alem da Alma

O Ator Montegomey Clift interpretou Freud no filme "Freud alem da alma".
Considerado um grande ator infelizmente morreu jovem aos 45 anos, devido o uso de drogas e alcool.
Veja:
http://melhoresfilmes.com.br/atores/montgomery-clift.
http://www.adorocinema.com/busca/?criteria=montgomey+clift

Alguns dizem que ele cometeu o suicidio mais lento da histoira do cinema.
Abaixo o ator -
A primeira imagem em 1962 e a segunda em 1957.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Edipo

Edipo Rei - Sofocles

Peça teatral grega escrita por volta do ano 427 a.C. que se baseia no mito de Édipo. É considera por Aristóteles como o melhor exemplo de tragédia já escrita. Influenciou vários estudiosos, como Sigmund Freud, que a partir dela construiu o seu conceito de “Complexo de Édipo”.

LIVRO Clip - Edipo Rei

domingo, 4 de julho de 2010

Um céu numa flor silvestre - Rubem Alves

"Conhece-se a beleza dádiva dos deuses por aquilo que  ela produz na alma dos homens.
Quem é possuído por ela entra em êxtase:
cessa o riso, cessa o choro, o pensamento pára,
a fala emudece.
É mística.
A alma está tomada pela felicidade
da tranqüilidade absoluta.
Era assim que se sentia o Criador ao contemplar,
ao final de cada dia de trabalho, o resultado da sua obra:
Está muito bom!
Do jeito que deveria ser!
Nada há de ser modificado."

Rubem Alves - Um céu numa flor silvestre

Confira a pagina do escritor e psicanalista Rubem Alves.

RUBEM ALVES http://www.rubemalves.com.br/

"..Mas um dia o inesperado aconteceu.O terreno ficou meu.O meu sonho fez amor com a terra e o jardim nasceu."

Grande Rubem Alves !!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Complexo de inferioridade - Alfred Adler

Complexo de Inferioridade





O termo Complexo de Inferioridade foi criado por Alfred Adler, primeiro seguidor de Freud, que depois se desligou dele por discordar de algumas idéias do pioneiro da Psicanálise. Ele acreditava que este sentimento era inerente ao homem, e nascia do meio em que a criança crescia. Dependente dos pais nos primeiros momentos de seu desenvolvimento, aparentemente fraca e, portanto, incapaz ainda de realizar determinados feitos, ela tinha diante de si o ambiente ideal para o surgimento deste complexo. Para equilibrar este distúrbio, o ser humano gera então sentimentos de superioridade, tentando obter algumas vantagens psíquicas.
Essa pretensa inferioridade que alguns sentem pode ser imaginária, a partir do momento em que a criança se torna consciente de que não é o único alvo de atenção e de amor da família. Neste momento ela sente ciúmes e raiva. Segundo Adler, é fundamental na análise deste complexo saber se o filho é o mais velho, o mais novo ou o do meio. Destas condições nasce a competição que futuramente se desenvolverá entre os irmãos. De qualquer forma, este sentimento é inconsciente, e é compensado por atitudes de uma superioridade compensatória, para esconder estas emoções perturbadoras. O que diferencia uma percepção normal de inferioridade, que tem como função impelir o homem para sua evolução particular, o complexo de inferioridade se constitui em um estado emocional de profundo desânimo, que muitas vezes conduz o indivíduo a uma fuga da realidade, reforçada pelas fantasias de superioridade.
O íntimo do ser humano é povoado de lutas pelo poder, sentimentos inferiores e competições. É assim que o homem busca a atenção de seus companheiros, tenta se destacar no meio do todo e se defender de um meio agressivo e desconhecido. Estes processos contribuem para o desenvolvimento da personalidade do indivíduo. Os valores podem, a partir de então, ganhar contornos negativos, com a intensificação da concorrência e da agressividade, ou positivos, com o crescimento da solidariedade entre as pessoas, e a consciência cada vez mais clara de que perder uma disputa não é humilhante. Como geralmente, nestes momentos de derrota, não há ninguém ao nosso lado para nos mostrar esta face afirmativa da realidade, é quase inevitável a queda no Complexo de Inferioridade.
É essencial plantar na criança sementes de auto-estima e de fortaleza moral, que lhe permitam resistir aos pontos de vista dos outros e às provações do caminho que o Ego enfrenta. Os pais precisam criar em torno do filho mecanismos que desenvolvam, ao longo do tempo, uma aura de segurança para protegê-lo das influências externas, e que na infância supram seus sentimentos iniciais de fragilidade, carência de proteção e dependência, vivências que dão origem ao que Adler chama de complexo de inferioridade primário. Esta emoção pode se amplificar se a família adquirir o hábito de compará-lo aos irmãos ou a outras pessoas adultas.
Já o sentimento de inferioridade secundário está associado ao adulto, que tenta alcançar uma meta que reside no inconsciente ou um pretenso êxito pessoal para suprir seu complexo de inferioridade. O espaço que separa o sujeito da realização destes objetivos causa sentimentos de frustração e incita emoções negativas e inferiores. O complexo de inferioridade está, portanto, ligado ao meio em que a criança se desenvolve, ao comportamento dos pais com relação a ela – estes devem evitar discursos negativos e depreciativos, bem como o costume de destacar os deslizes dos filhos -, à presença de determinados defeitos físicos, que provocam muitas vezes zombarias e ironias alheias, a restrições mentais deste ser e também a níveis sociais desvantajosos.
Percebe-se, pelos fatores acima, que o maior algoz e adversário da nossa personalidade hoje é a opinião do outro, que pode provocar em nossas emoções distúrbios os mais variados, bem como patologias psíquicas sérias. Neste momento de ansiedade extrema, é comum inventarmos em nosso interior um super-herói, através do qual podemos atuar emocional e socialmente, com prejuízos atenuados pela nossa criação mental. Afinal, o ser humano não suporta a marginalização, a rejeição social e a solidão.

Dicas para para sair desse complexo inferioridade:
1 - Evite as comparações. Ficar se comparando com quem quer que seja não o fará se sentir melhor, pois as pessoas são diferentes, possuem necessidades, desejos e históricos de vidas diferentes.

2 - Compreenda seu histórico de vida e a origem de seu sentimento de inferioridade. Por qual motivo se sente inferior? Não desista, compreenda suas dificuldades e procure enfrentar cada uma delas.

3 - Enfrente o medo. É importante lidar e enfrentar o medo que as pessoas ou situações provocam e compreender que a percepção de si mesmo está baseada na conseqüência de fatos que já passaram. Você não pode mudar seu passado, mas pode mudar seu presente.

4 - Reconheça seu valor. Perceba que seu valor enquanto pessoa não pode e nem deve ser baseado na maneira como foi tratado, ainda que isso tenha durado toda sua vida. Não permita mais ser desrespeitado ou maltratado.
5 - Identifique suas necessidades. O que você espera receber dos outros pode ser aquilo que não recebeu quando criança de seus pais. Não espere receber dos outros o que só você mesmo pode se dar.
6 - O que você deseja receber na relação afetiva? Muitas vezes os conflitos gerados no relacionamento têm origem em seu histórico de vida.

7 - Observe e procure compreender cada um de seus sentimentos. Perceba quando sentir inveja, ciúmes, necessidade de poder ou superioridade. Esses sentimentos podem estar ocultando e compensando um sentimento de inferioridade.

8 - Aprenda com os erros e não fique se punindo por ter errado, nem se acomode nas situações. Mude o que deseja.

9 - Valorize sempre suas conquistas! Pare de supervalorizar o que o outro tem ou faz e desvalorizar as próprias conquistas.

10 - Faça psicoterapia. O auto-conhecimento obtido através do processo da psicoterapia poderá fazer com que reconheça seus reais valores e liberte-se do complexo de inferioridade que acorrenta e aprisiona.
Alfred  Adler
http://nonio.eses.pt/fabulas/

Disgrafia -

A disgrafia é considerada uma dificuldade ao nível dos processos de escrita. As causas das dificuldades na aprendizagem da escrita não podem ser devidas a défice cognitivo, a razões socio-culturais ou a ensino deficiente. Podem existir dificuldades no grafismo ou desenho das letras, na ortografia ou ordenação correcta das letras que constituem a palavra, na correcção gramatical e pontuação, ou na organização e elaboração de textos.
Como se manifesta:

- diferença entre a capacidade de expressão oral e escrita;

- pontuação inexistente ou errática, erros frequentes de ortografia com omissão ou troca de letras;

- elegibilidade da escrita;

- espaços inconstantes entre letras e palavras;

- posição anómala ou força excessiva das mãos e dedos;

- atenção excessiva aos movimentos da escrita que é acompanhada por leitura audível à medida que se vai escrevendo, como que reforçada pela informação oral;

- inconsistência na escrita com mistura de maiúsculas e minúsculas, letra de imprensa e manuscrita;

- cópia lenta ainda que correcta;

- dificuldade em colocar os pensamentos em papel.

(Ana Bessa - educadora)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Lacan com e sem Derrida?

"Fazer Psicanálise no século XXI requer atenção aos novos desafios do pensar e fazer. Em boa tradução, o livro de René Major nos provoca insistentemente e de modo arguto."

(Chaim Samuel Katz Psicanalista)


Ágora: Estudos em Teoria Psicanalítica

Lacan com e sem Derrida?
Lacan com Derrida. Análise desistencial. René Major. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 1992, 252p.

René Major, psicanalista de origem canadense, é bem conhecido na França por suas lutas pela democratização das instituições psicanalíticas, bem como pelo cotejamento das teorias psicanalíticas com o pensamento filosófico. Em 1973 (até 1983), é o grande articulador do grupo Confrontations, que discutiu as diferentes tendências francesas na psicanálise.

Quando encontra o filósofo Derrida, começam uma colaboração proveitosa, que dura até hoje. Assim é que Major foi o grande animador dos Estados Gerais da Psicanálise, realizados em Paris (2000) e Derrida seu principal conferencista (quando pronunciou interessante elaboração sobre a crueldade). Estiveram juntos no Rio de Janeiro, em 2001, realizando um frutífero workshop para cerca de 500 participantes.

Este livro é uma coletânea de conferências; uma confrontação entre os pensamentos de Lacan e Derrida. Major é sabidamente derridiano e, uma das conferências ("Desde Lacan"), é dedicada a pensar as relações do nome próprio com os conceitos, deveria ter um título mais extenso: Desde Lacan: existe um psicanálise 'derridiana'? Mas foi censurada em sua denominação. Tais censuras pontuais são velhas conhecidas da psicanálise, nas suas lutas permanentes de poder e interesses. Depois da obra de Foucault, além de seus mecanismos estabelecidos por Freud, é possível ignorar que a censura também é uma relação de poder?

Lacan foi o grande pensador da psicanálise francesa do século XX. A partir de alguns novos instrumentos dos pensares contemporâneos (Antropologia, Lingüística, Topologia e, indiscutivelmente, as filosofias de Hegel, Kojève e Heidegger), ele elaborou uma série de densas questões para a psicanálise, com o mote "retorno a Freud". Para Lacan, o psiquismo inconsciente se estrutura como linguagem. A Linguagem se estabelece à moda de Saussure, ou seja, como conjunto de significantes e significados, de modo uno e indivisível, pois determinados em união (reunião diria Heidegger, Versammlung). Os significantes são letras indivisíveis e suas diferenças se marcam por sua inscrição numa cadeia unitária (de significantes), único lugar no qual se distinguem. Assim sendo, é preciso que o significante (pois se trata de UM) se destitua de suas características sensíveis, pois ele só existe a partir do Outro da linguagem e só se relaciona com outros significantes.

O que organiza tal Outro é um centro, que contém ou deveria conter sua Verdade Única. Lacan postula que tal centro é A Falta e que os indivíduos só se constituem como sujeitos a partir de sua determinação. Ou seja, o sujeito está remetido ao centro mas ele não o tem; os sujeitos são devedores permanentes da Falta (a ela assujeitados) que os constitui.

Quanto às representações e idéias, as que não se reconhecem em tal centramento simbólico constituído pela Falta, são imaginárias. Ser simbolicamente é saber (e por aí temos grave questão: como seria tal saber inconsciente?) de sua constituição ec-cêntrica, pois a cadeia dos significantes insiste sobre sua própria organização. Ao mesmo tempo, sendo a Linguagem e sendo por ela pensado, o Simbólico reconhece a Falta que constitui as subjetividades, mas que lhes é exterior: tal seria a Lei de O Desejo.

Portanto, a letra só pode ter caráter unitário, e sua Lei ordenadora é o retorno à cadeia dos significantes, único lugar no qual ela faz sentido. O sujeito depende da letra, que é seu "elementar". Para Lacan, a letra sempre chega à sua destinação, porque os significantes têm uma Lei única (e, consequentemente, uma única memória, a posteriori, nachträglich) de sua constituição. Na obra lacaniana, a letra retorna sempre e tem um único destino, determinado pela cadeia significante.

É claro que um criador como Lacan não é dogmático. Ao longo de seu pensar vamos aprendendo acontecimentos desejantes que não se determinam unicamente pelo significante. Num exemplo importante, a noção de gozo, que diz respeito à Unheimlichkeit, ao não-familiar/familiar, doméstico/indomesticado, aí onde o sujeito não mais se remete ao Outro que o constitui desejantemente, mas imediatamente à coisa faltante (das Ding). Nesta extimidade (Lacan) se reúnem o mais estranho e ao mesmo tempo o mais íntimo; onde a cadeia significante não dá mais conta da subjetividade e vigora o mais elevado gozo. No gozo, há uma insistência de recusa do Nome do Pai, que é o que articula a cadeia significante e O Desejo.

Já para Derrida, a letra tem caráter duplo. Não há interpretação única, pois as letras seguem vias distintas (como Major mostra, ao reler "A carta roubada, de Poe). Cada interpretação depende da cena onde se situa e, portanto, inexiste unidade da letra. Derrida dá primazia à escritura e não à fala. A fala se remete à uma metafísica da presença, enquanto ele toma a memória (de acordo com o Freud da "Lousa mágica") como Escritura. A Escritura não é um derivado gráfico da escrita vulgar, mas aquilo que permite articular fala e escrita. A fala diz unicamente um dos registros, não podendo simultaneamente expressar seu duplo; enquanto a escrita vulgar (desde Platão) pretende traduzir as falas como signos. Derrida mostra como a letra se marca pela diferença entre os vários lugares e não há privilégio de uma idealidade (como o Outro e o Desejo que ele acarreta), que funcionaria como lei única e unitária de um suposto conjunto unitário de letras. A presença não se basta para sua afirmação, pois ela requer sempre seu duplo; a presença é apenas uma das "manifestações", um dos fenômenos (Erscheinungen) e não articula todo o campo da Escritura (não há "todo" na Escritura: ela é por-vir, a venir).

Daí a importância da Psicanálise para Derrida. Recusando o Um e também o relativismo, ele preconiza um processo para o saber desconstrucionista, a aná-lysis. Processo que vai da ligação (aná, em grego) à lysis (refere-se ao que está disperso, sem ligação), que marca a impossibilidade da união permanente e única. Donde sua conceptualização de Différance, que funciona como recusa de um começo, de uma Falta absoluta, cuja origem devesse ser investigada como um centro determinante. Derrida mostra que letras não são signos mas espaçamentos, pontuações, vazios, ritmos, andamentos, desligamentos, escanções etc.– são solitárias e desinteressadas, em seu regime de lysis. Deste modo, o que importa à Psicanálise (que abandonou a especificidade do corpo e do afeto na obra lacaniana), na elaboração de Derrida inexiste oposição entre sensível e inteligível. A significação não tem origem única e um centro articulador, pois é produto de um complexo jogo de forças, que se altera constantemente. Cada con-junção é tecida e destecida inúmeras vezes: uma letra jamais retorna ao seu lugar de origem, pois tal locus centralizador inexiste.

Para Derrida, não há atividade que não seja cruel, desde que o duplo da reunião é a desunião. Ou seja, a letra se constitui num jogo de forças e por isto não tem caráter unitário, não pode ser re-velada nem retornada a uma cadeia originária (que seria sua Lei).

Mostra René Major que Derrida postula a heterogeneidade do inconsciente e sua não semanticidade e reafirma a inexistência de lugares marcados de onde as letras emanassem e para os quais retornassem necessariamente (p.163). Com isto se restituem os regimes de singularidade inconsciente, "esquecidos" desde Freud. Enquanto Lacan postula o sujeito constituído a partir do Outro e destinado a partir do Desejo, Derrida coloca em questão o sujeito, pois só desistindo da subjetividade é que se pode analisar a cena e, ao mesmo tempo, ficar fora dela. Um tal "desistimento constitutivo" do sujeito (o subtítulo do livro é "Análise Desistencial") nos remete ao melhor da teoria pulsional de Freud, que nos ensina que não se devem distinguir radicalmente regimes simbólicos e imaginários; enquanto Lacan postula a constituição desejante da subjetividade, que é cêntrica e acarreta uma distinção radical entre o imaginário (especular), o simbólico (organizador) e o real (que insiste).

Por último, há que observar a ênfase dada por Derrida à questão da animalidade do "homem", já que, na medida que seu Desconstrucionismo, não distingue corpo e alma nem um corte radical entre animal e humano (ver O animal eu logo sou. A seguir, tradução, Unesp, 2002). Bem como sua insistência nos regimes não familiares, na elaboração do não-calculável, na desconstrução da "identidade estável do pai e da mãe", "especialmente de uma mãe suposta insubstituível", ainda centrais em algumas psicanálises contemporâneas, nestes tempos de invenções de inseminação artificial, clonagem, adoção homossexual, co-parentalidade, doação de óvulos ou espermas etc. Ou nas novas figuras que emergem ou reemergem na contemporaneidade, como a orfandade (ver sua elaboração sobre Antígona, em Glas, 1974) ou a recusa do luto (como a das "Mães da Praça de Maio").






Chaim Samuel Katz Psicanalista; escritor;
doutor em Comunicação pela UFRJ.

sábado, 19 de junho de 2010

http://www.academiadesobredotados.com/

Consulte.

Inteligencia Multifocal

SOMOS ETERNOS APRENDIZES (Augusto Cury)

"Sou um eterno aprendiz que no traçado da história tenta entender quem sou. Sou apenas um caminhante a procura de mim mesmo." - escreveu Augusto Cury em O Vendedor de Sonhos.
Muitas pessoas julgam-se donos da saber só porque têm um curso ou alguma cultura que se destaca da mediania. No meio académico e intelectual existe muita gente desse tipo. São pessoas geralmente vaidosas e muitas vezes arrogantes. A humildade é um atributo que não possuem. E o poder que julgam ter, não têm. Apenas estão iludidos com uma visão de si mesmos que está para lá da realidade concreta e da sua imensa ignorância.
Todos somos desconhecedores de muita coisa. Não há nenhum ser humano que seja capaz de ter acesso a toda a informação e conhecimentos que existe disponível no planeta. Querer arvorar-se em sabichão é o mesmo que estar em bicos de pés para parecer mais alto do que realmente se é. Considerar-se um simples aprendiz é uma atitude mais sensata e inteligente.

sábado, 12 de junho de 2010

O que provoca o PHDA?


O que provoca o PHDA?
portador de hiperatividade e "deficit" de atenção)

A PHDA tem sido tradicionalmente vista como um problema relacionado com a atenção, decorrente de uma incapacidade do cérebro para filtrar diferentes entradas sensoriais, como por exemplo a visão e a audição.

Pesquisas recentes têm mostrado que crianças com PHDA não têm dificuldade nessa área. Em vez disso, os pesquisadores começam a acreditar que as crianças com PHDA são capazes de inibir as suas respostas motoras impulsivas para a entrada deste tipo (Barkley, 1997, 1998a).

Ainda não está claro quais são as causas directas e imediatas da PHDA, apesar de avanços científicos e tecnológicos no domínio das técnicas de imagem neurológica e genética, fica a promessa de esclarecer esta questão num futuro próximo. A maioria dos investigadores suspeitam que a causa da PHDA é genética ou biológica, apesar de reconhecerem que o ambiente da criança ajuda a determinar comportamentos específicos.

Estudos de imagem realizados durante a última década têm indicado que regiões do cérebro podem funcionar mal em pacientes com PHDA e, portanto, são responsáveis pelos sintomas da doença (Barkley, 1998a). Um estudo de 1996 conduzido nos Institutos Nacionais de Saúde Mental (NIMH) descobriram que o córtex pré-frontal direito (parte do cerebelo) e pelo menos dois dos aglomerados de células nervosas conhecidas colectivamente como os gânglios da base são significativamente menores nas crianças com PHDA (como citado em Barkley, 1998a). Parece que essas áreas do cérebro estão relacionadas com a regulamentação das atenções. A causa dessas áreas do cérebro serem menores para algumas crianças ainda é desconhecida, mas os pesquisadores sugeriram que as mutações em vários genes que estão activos no córtex pré-frontal e gânglios da base podem desempenhar um papel significativo (Barkley, 1998a). Além disso, alguns factores não genéticos têm sido relacionados à PHDA, incluindo o nascimento prematuro, álcool e tabagismo materno, altos níveis de exposição ao chumbo, e os danos neurológicos pré-natal. Embora algumas pessoas afirmem que os aditivos alimentares, o açúcar, o fermento, ou métodos de criação pode levar criança para a PHDA, não há evidências conclusivas que apoiem essas crenças (Barkley, 1998a; Neuwirth, 1994; NIMH, 1999).

Traduzido por Nelson Santos

In: http://www.chadd.org/